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Segunda-feira, 8 de março de 2010

Sabesp apresenta plano de investimento para sub-bacia

Apresentação será dia 12/03, no auditório da Sabesp Oeste e vai acontecer durante plenária da Câmara Técnica de Planejamento do SCPP.

O Subcomitê de Bacia Hidrográfica Pinheiros-Pirapora (SCPP) convida a sociedade dos municípios da sub-bacia para participar de Reunião Plenária do Subcomitê em que a Sabesp apresentará seu programa de investimentos para a região. O encontro será na sexta-feira (12/03), das 9h30 às 12h30, na Sabesp - Unidade de Negócios Oeste, situada à Rua Major Paladino, 300, Vila Leopoldina, SP.

A Sabesp – Unidade de Negócios Oeste faz parte da Diretoria Metropolitana da empresa de saneamento e o plano de investimento abrange as áreas de abastecimento de água e sistema de esgotamento.  Os prefeitos da região vêm pressionando a empresa desde o segundo semestre de 2009 para que amplie os investimentos nos municípios da sub-bacia Pinheiros Pirapora, que apresentam diversas deficiências em relação ao esgotamento de resíduos e abastecimento de água.

Informações sobre a situação de cada município podem ser acessadas no levantamento sobre Instrumentos de Gestão Ambiental na sub-bacia Pinheiros Pirapora em http://tinyurl.com/y8uzgyp

Sobre a região

A região Pinheiros-Pirapora abrange os municípios de Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Pirapora do Bom Jesus, Osasco, Santana de Parnaíba e São Paulo. Está localizada na porção final da Bacia do Alto Tietê, a jusante da foz do Rio Pinheiros (que deságua no Tietê) e de municípios como São Paulo, Guarulhos, e da área do Grande ABC.

O Tietê chega à região não só com a água, mas também com todos os resíduos das outras cinco sub-regiões da Bacia. Isso faz com que a região Pinheiros-Pirapora, além de ter que lidar com seus problemas hídricos, também seja contaminada por poluentes e sofra impactos originados nas outras sub-regiões. Entre as questões que vêm de fora da área destacam-se a poluição das águas do Tietê e a deposição de sedimentos.

Embora a Sabesp, depois de intensa pressão social, tenha ampliado a capacidade das Estações de Tratamento de Esgotos, ainda há volumes significativos de efluentes sanitários e industriais que contaminam as águas do rio.

Degradação ambiental e risco social

Um fator de preocupação na expansão urbana da região Pinheiros-Pirapora é a existência de muitas áreas onde o tipo de relevo e de solo desaconselham a ocupação. Na grande maioria das áreas não ocupadas há fortes restrições à implantação de loteamentos, residências e outros equipamentos urbanos.

Ocupar terrenos inadequados gera um leque de problemas socioambientais. Quanto mais precário for o tipo da ocupação (por exemplo, favelas), maiores as chances de provocar processos de degradação ambiental e, como conseqüência, dos recursos hídricos.

Sem investimentos, o processo de degradação começa pela erosão do solo, cujo manejo, em geral, é inadequado (retirada indiscriminada da cobertura vegetal, abertura de ruas de terra sem planejamento dos cortes, esgoto a céu aberto, etc.).

Com as chuvas o material do solo é erodido e acaba sendo levado para os cursos d’água, causando assoreamentos que diminuem a calha dos rios e, portanto, sua capacidade de escoamento. Com a diminuição das calhas, naturais ou construídas, as inundações tornam-se mais frequentes e intensas.

Inundações e deslizamentos são as duas consequências mais visíveis deste processo. Para preveni-los é imprescindível dar atenção às chamadas franjas da urbanização, ou seja, aquelas áreas de urbanização recente, não consolidada, onde se observa boa parte destes problemas.

Ações do poder público são urgentes nessas franjas, como fornecer assistência técnica para implantar loteamentos, fiscalizar as áreas de preservação permanente e mananciais (especialmente várzeas e declives) e controlar, de forma geral, o uso e a ocupação do solo.

Fonte: Sinapse

Inserido por: Sinapse Agência de Notícias