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Terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Borboletário é inaugurado em Osasco

Para educadores e ambientalistas, as borboletas são instrumentos importantes para sensibilizar o público. No espaço há 200 borboletas e laboratório.

Site Terra da Gente
As borboletas ajudam na polinização das espécies d

“O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você”. Esses versos de Mário Quintana tomam forma e vida em Osasco (SP).  A partir de 17/02, o Borboletário de Osasco, situado no Parque Ecológico do Jardim Piratininga, abre as portas para o público em geral. O Borboletário fica na Rua David Silva, 111, no Jardim Piratininga. As visitas são monitoradas, a entrada é gratuita e funciona das 9h00 às 16h30.

O espaço conta com um viveiro de 132 m², abriga 200 borboletas de 7 espécies e um laboratório denominado Casa de Criação. Para educadores e ambientalistas, as borboletas são instrumentos importantes para sensibilizar o público. Segundo a assessoria da prefeitura, a finalidade do Borboletário é incentivar a conscientização sobre a necessidade de preservação ecológica junto à comunidade estudantil.
 
O espaço é pequeno, bem cuidado e é mantido pela Secretaria do Meio Ambiente.  Segundo Carlos Marx, secretário de Meio Ambiente de Osasco, a Borboleta Coruja ou Corujão é uma das cinco espécies do Borboletário. Essa espécie vive em média três meses. Mas até chegar a esta fase (entenda-se a metamorfose completa) leva aproximadamente 105 dias. O Borboletário respeita as regras determinadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para criação de animais silvestres.
 
As borboletas ajudam na polinização das espécies de flora. No borboletário de Osasco há flores como Maria sem Vergonha e Lantanas - plantadas para atrair as borboletas, que têm uma importante função no ambiente natural.

Casa da Criação ou Laboratório

Ao lado do borboletário há o espaço “Casa da Criação” ou “Laboratório” onde os visitantes terão a oportunidade de conhecer e de acompanhar todas as fases de reprodução e crescimento dos insetos, ou seja, entender as etapas da vida das borboletas.

Primeiro um pequeno ovo. Depois uma larva minúscula ou maiorzinha que vai se enrolar e virar pupa. Ela vai crescendo dentro de um casulo de um fino tecido vegetal. E é dessa estrutura que vai surgir uma bela borboleta. São os cuidados com os ovos recém depositados nas folhas das bananeiras ou dos maracujás que vão garantir o futuro das borboletas.

O visitante que tiver paciência, e sorte, poderá assistir à postura de ovos e até mesmo à eclosão do casulo, momento em que surge pela primeira vez a borboleta.

Educação Ambiental

Nos borboletários as plantas escolhidas têm de ter cores intensas como amarelo laranja e rosa, pois são as que produzem grande quantidade de néctar.  As cores chamativas atraem muito mais as borboletas.

A bióloga Paulina Arce, coordenadora técnica do Borboletário de Osasco, diz ser a educação ambiental o principal objetivo visto a extrema relevância de se respeitar e conservar os ecossistemas. As borboletas servem como indicadores ambientais, indicadores de qualidade. Elas são muito sensíveis à degradação ambiental. Então quando você tem um número reduzido de borboletas é sinal que o lugar não está adequado para viver. Além disso, pretende-se despertar no visitante o respeito pela biodiversidade.

Estrutura

Dormentes doados pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) formam a base da estrutura do Borboletário de Osasco. Borboletário é um espaço licenciado pelo Ibama para conservação, pesquisa e criação de borboletas e mariposas. Nos jardins, são plantadas flores específicas para atrair as borboletas típicas da região onde está localizado.

Cada espécie de borboleta e mariposa é pesquisada a fundo para saber o tipo de néctar com o qual se alimenta e em que tipo de planta coloca seus ovos. Em geral, as borboletas voam livremente pelos jardins.

O visitante mais interessado pode se informar, por exemplo, sobre o significado de cada bater de asas. Segundo Lucas Kaminski, pesquisador da Unicamp e especialista em ecologia, quando voa baixo, a borboleta procura comida ou planta para botar ovos. Quando voa no mesmo lugar, pode estar defendendo seu território. Já o voo reto é típico da migração.

O Brasil abriga um sexto de todas as espécies de borboletas catalogadas mundo, totalizando aproximadamente 3 mil exemplares. Quase metade (ou seja, 1.500) é encontrada no Estado de São Paulo. As borboletas podem ser vistas especialmente no verão.

Informações: (11) 3684-0749.

Fonte: Ascom Osasco \ Texto: Sinapse

Inserido por: Sinapse Agência de Notícias